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Mercedes solicita revisão de disputa de Hamilton e Verstappen no GP de São Paulo

Embora a direção de prova do GP de São Paulo tenha batido o martelo quanto a legalidade da disputa entre Max Verstappen e Lewis Hamilton na volta 48, quando o holandês espalhou o carro para repelir o ataque do rival e ambos saíram da pista na curva da Descida do Lago, a Mercedes solicitou à Federação Internacional do Automobilismo (FIA) a revisão do lance.

– A Mercedes confirma que solicitou o Direito de Revisão, sob o Artigo 14.1.1 do Código Internacional Esportivo, em relação ao incidente na curva 4 entre os carros 44 e 33 na volta 48 do GP de São Paulo, com base nas novas evidências que não estavam disponíveis aos comissários na hora de sua decisão – comunicou a equipe alemã.

O pedido da equipe alemã foi divulgado poucas horas após a página da categoria compartilhar o vídeo de bordo do piloto da RBR, que havia sido solicitado à RBR pela direção de prova mas, até o início da semana, não estava em posse da entidade.

Nas imagens, é possível ver que Verstappen freia tardiamente e não contorna a curva, o que deixa Hamilton sem espaço e faz com que os dois saiam do traçado. O lance foi notado pelos comissários durante a corrida vencida pelo piloto da Mercedes, mas desconsiderado por não haver perda de posição.

A decisão da direção de prova quanto ao incidente e outras sanções impostas ao heptacampeão ao longo do fim de semana foram alvo de repúdio do chefe da Mercedes, Toto Wolff, que chegou a declarar que abriria mão da “diplomacia” em defesa de sua equipe e de seu piloto.

Além da isenção ao lance, Hamilton foi punido com a desclassificação da classificação de sexta-feira por uma irregularidade técnica em sua asa traseira – a equipe justificou que o problema foi provocado por um defeito, argumento acatado pela FIA.

– Julgamos os incidentes apenas por seu mérito, respeitamos o princípio de deixá-los correr e, observando a situação com o que tínhamos em mãos, adotamos essa filosofia; o fato de nenhum dos carros ter perdido posição foi a visão que tivemos – explicou o diretor de provas da entidade, Michael Masi, sobre a não-interferência na disputa na volta 48.

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