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EUA sancionam ministro das Forças Armadas de Cuba e Biden promete: ‘É só o começo’

Mais de 10 dias após os protestos que deixaram pelo menos uma pessoa morta e 140 presos em Cuba, os Estados Unidos sancionaram nesta quinta-feira, 22, o ministro das Forças Armadas Revolucionárias (FAR) do país, Álvaro López-Miera, e uma tropa militar de elite popularmente conhecida como ‘vespas negras’ ou ‘boinas negras’. As punições foram anunciadas por meio do Departamento do Tesouro dos EUA em um comunicado que responsabilizou as autoridades pela repressão das manifestações do último dia 11. López-Miera é um homem de confiança do ex-presidente Raúl Castro, que também serviu durante décadas como ministro das FAR. As sanções bloqueiam qualquer bem financeiro que López-Miera ou integrantes da unidade de elite possam ter sob a jurisdição do país norte-americano e proíbem as pessoas que vivem nos EUA de ter qualquer relação com eles.

“Isso é apenas o começo: os Estados Unidos continuarão sancionando os indivíduos responsáveis pela opressão do povo de Cuba”, declarou o presidente Joe Biden, em comunicado. Segundo o Departamento do Tesouro, o ministério chefiado por López-Miera desempenhou papel essencial para reprimir os protestos em Cuba ao vigiar os manifestantes e prender mais de 100 deles, enquanto alguns estão desaparecidos. O país da América Central, por sua vez, continua a negar o desaparecimento. O bloqueio às “vespas negras” foi justificado pelos EUA com a alegação de que eles violaram os direitos humanos ao reprimir os protestos e atacar manifestantes. Entre os feridos na manifestação do dia 11 estão dois jornalistas espanhóis da agência de notícias AP. Um deles precisou ser hospitalizado. As sanções são impostas com base na Global Magnitsky Act, uma lei que permite aos EUA congelar ativos financeiros e proibir viagens para aqueles que violam os direitos humanos em qualquer país do mundo.

Entre as outras medidas analisadas pela Casa Branca estão a transferência de mais pessoas para a embaixada dos Estados Unidos em Havana com justificativa de melhorar a “participação diplomática” e a volta da autorização do envio de remessas de dinheiro ao país, precisando garantir antecipadamente, porém, que o dinheiro chegaria diretamente às mãos do povo cubano. O país pretende, ainda, trabalhar com o setor privado para melhorar o acesso da ilha à internet, já que, após os protestos, muitas pessoas narraram dificuldade de acessos a redes sociais.

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