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Análise: Flamengo é dominado em Minas, e Atlético assume favoritismo para o próximo confronto pela Copa

O Flamengo foi bem inferior ao Atlético-MG durante os 90 minutos no Mineirão, mas um recorte de 35 segundos é suficiente para resumir a passividade rubro-negra na derrota por 2 a 0.

O período em questão se refere ao gol de Nacho Fernández, o primeiro da partida. Nesse pequeno espaço de tempo, o Galo botou o Flamengo na roda e girou a bola de um lado para o outro até o argentino empurrar para a rede de Diego Alves.

Foram 31 toques na bola com a participação de oito jogadores: Guilherme Arana, Allan, Keno, Hulk, Mariano, Nacho, Otávio, Júnior Alonso. Dos 11 atleticanos em campo no momento, somente o goleiro Ederson, Nathan Silva e Vargas não participaram.

Trinta e cinco segundos assistindo ao Atlético-MG trocar passes sem aproximação ou um combate mais forte. Allan, Arana, Mariano e Nacho especialmente tiveram o tal conforto para construir que Dorival Júnior citou após o jogo.

Além da passividade demonstrada, a parte final do lance evidencia que praticamente todos os defensores erraram. Matheuzinho largou Keno, que se antecipou a Rodrigo Caio, e Ayrton Lucas não acompanhou Nacho.

Vale destacar que antes de a bola sair, e Arana, aos 34 minutos, cobrar o lateral que iniciou a trama do gol, Arrascaeta perdeu bola simples no meio-campo para Otávio. O uruguaio, principal nome do Flamengo em 2022, fez de longe sua pior partida na temporada.

Desligado, errou 13 passes e isolou a única finalização que teve. Os erros no fundamento não são um problema porque é o jogador que mais tenta jogadas difíceis dentro do Flamengo. Como não conseguiu tirar coelhos da cartola, teve atuação para esquecer.

Dorival saca Andreas no intervalo e demora a mexer na etapa final

Uma substituição intrigou a muitos que assistiam à partida. Andreas Pereira, responsável pelas únicas finalizações de perigo no primeiro tempo em jogadas interessantes – uma em cobrança de falta e outro em chute que deu após aplicar caneta em Nacho -, foi sacado no intervalo. Willian Arão o substituiu, não comprometeu e até fez partida bem regular se comparado aos demais.

A outra mexida foi Marinho no lugar do apagado Vitinho. O camisa 31 não correspondeu mais uma vez e correu risco de ser expulso após duas entradas com força desproporcional.

Sem os chutes de Andreas e com Arrascaeta, Gabigol e Everton Ribeiro muito abaixo da média, o Flamengo não deu pinta em nenhum momento de que teria forças para virar ou pelo menos empatar o jogo. Desorganizado, quase sempre tinha que contar com o fôlego de João Gomes para impedir prejuízo maior em contra-ataques do Atlético-MG.

Como Gabi, Ribeiro e Arrasca não funcionavam, Lázaro e Pedro pintavam como alternativa para mudança de panorama do jogo num momento de letargia do Flamengo. O problema é que entraram somente aos 35 minutos. Dorival demorou a mexer.

Lázaro até movimentou-se bem e ofereceu-se para o jogo constantemente pela ponta esquerda. Pedro pouco tocou na bola, mas poderia ter sido opção na bola aérea se tivesse entrado mais cedo.

Se o gol atleticano resumiu o jogo do Flamengo, um lance protagonizado por Marinho aos 25 minutos do segundo tempo é outro retrato de um time que foi desorganizado, atabalhoado e sem imaginação para virar o jogo. O camisa 31 erra passe simples e cai duas vezes antes de cometer falta em Nacho numa cena desalentadora para os rubro-negros.

Após atuação ruim do início ao fim, Dorival, que só deu cinco sessões de treinamento ao Flamengo desde o retorno ao Ninho, precisa acelerar e muito o planejamento para trazer um time bem melhor na próxima quarta-feira, novamente no Mineirão, contra o mesmo Atlético.

A diferença é que agora o duelo é no mata-mata, pela Copa do Brasil, e uma nova derrota com placar elástico pode custar caro. A derrota deste domingo é o manual do que não se fazer no iminente reencontro com o Galo.

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