Bolsonaro vai ao STF contra medidas restritivas editadas por governadores

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira que o governo apresentou uma ação ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra medidas restritivas adotadas por governadores, que incluem toques de recolher durante o agravamento da pandemia da Covid-19. Segundo Bolsonaro, a ação foi apresentada pela Advocacia-Geral da União, mas é “supervisionada” pelo Ministério da Justiça.

– Entramos com uma ação hoje, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, junto ao STF, exatamente buscando conter esses abusos, entre eles o mais importante é que nossa ação foi contra decreto de três governadores. Inclusive, no decreto, o cara coloca ali toque de recolher, isso é estado de sítio, que só uma pessoa pode decretar, eu – disse o presidente durante transmissão ao vivo em suas redes sociais.

Bolsonaro também afirmou que o governo concluiu um projeto que será enviado à Câmara definindo o que é atividade essencial na pandemia, que podem funcionar mesmo durante medidas restritivas:

– Atividade essencial é tudo aquilo que serve para o cidadão botar o pão na mesa. Então praticamente tudo passa a ser atividade essencial.

Na live, Bolsonaro chamou os protestos do último final de semana a favor do governo e contra o lockdown nos estados de “uma manifestação espontânea da população”. O presidente disse, ainda, que a democracia “não está sólida” no Brasil, o que é motivo de preocupação:

– Muita gente apoiando o governo. Bandeiras verde e amarela, não estamos em eleições. Um movimento voluntário, do coração do povo, que pede cada vez mais que tenhamos fé no Brasil. E os poderes cada vez mais sejam harmônicos e todos produzam para o Brasil. A maior produção que nós podemos ter. A coisa mais importante é nossa liberdade e democracia, que a gente sabe, pelo que a gente vê no Brasil, não está tão sólida no Brasil. Devemos nos preocupar com isso.

Sobre o isolamento social, o presidente afirmou que a população está dividida. Contrário à medida, o presidente disse que quem fica em casa “está de férias”.

– Vejo que a população está dividida: uns que querem o fica em casa e outros que querem trabalhar por necessidade. Eu acho que ficar em casa é uma coisa bacana. Quem não quer ficar de férias em casa aí? Mas pouquíssimas pessoas têm poder aquisitivo para ficar sem trabalhar – declarou.

Fonte: Extra.globo